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COMO IMPORTAR CIGARRO ELETRONICO

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Desculpa, acho que salvei uma vida.

05/02/13

Desculpa, acho que salvei uma vida.

Mensagem por silsil em Dom Maio 06, 2012 7:27 pm
Olá amigos e amigas vaporentos!

Hoje eu vim dar um testemunho que na verdade não é meu, mas do meu "padrasto". (palavra feia né?) Vou contar uma breve história da vida dele como fumante:

Um homem que nasceu no interior de uma região onde a economia básica era toda baseada no fumo. Desde o plantio a colheita, secagem em fornos e venda, trabalhou nisso desde seus 08 anos de idade, levado por um pai malvado que bebia e fumava também, pelos cotovelos. (do qual ainda apanhava numa média de 2x por semana).

Na ânsia de tentar agradar o pai, além de trabalhar abaixo de sol e chuva na lavoura, "montava" os cigarros do pai com palha e folhas de fumo recém tiradas do forno. Fechava os cigarros e deixava vários prontos pra ver se o pai não se irritava tanto. Era o cigarro da época pra quem não tinha muito dinheiro nem acesso ao comércio. O famoso "palheiro" era comum na região (ainda é) onde o bar mais próximo ficava a pelo menos uns 15 km e não haviam carros.

Aos 10 anos, secando fumo no forno, sozinho numa madrugada enquanto o pai resmungava bêbado, foi prum cantinho escuro e fez seu próprio pito. Escondido fumou seu primeiro cigarro. A coisa tornou-se facilmente um hábito. Assim que o pai se ausentava dos trabalhos do fumo, já tinha seu canto com banquinho, palhas e cordinhas pra montar seus cigarros, e os do pai.

Quando fez 14 anos, começou a ajudar o pai na venda do fumo. Precisava ir até a "cidade", onde levavam uma amostra do fumo e negociavam o preço daquele ano. O pai já lhe pedia ajuda na tarefa, e com dinheiro na mão, foram comemorar o bom lucro da safra daquele ano. No bar, o pai já pra lá de Bagdá deu pra ele uma das carteiras de cigarro que havia ganho de amostra da empresa com a qual negociaram. Ai "foi-se a gata com a cinta"… Aos 15, já não passava um dia sem o cigarro. Gostava e não via motivo pra não faze-lo. Quando faltava o cigarro, já sabia o caminho da cidade e do bar. Quando faltava o dinheiro, ia pro palheiro. Fumo seco, palha, corda, tudo ali… pq não?

Aos 20 perdeu o pai. Assumiu o trabalho, suas terras, e continuou plantando fumo. Trabalhava 6 meses na safra, vivia 6 meses com o dinheiro da safra. Os hábitos desde então, sempre os mesmos, com exceção da bebida que não gostava (ainda bem!). Casou, teve filhos, separou, toda uma vida fazendo tudo o dia inteiro com um pito na boca.

40 anos depois, a plantação se acabou. Aos poucos o fumo não é mais o auge do dinheiro como antes, o lucro é pouco ou quase nada e o trabalho pesado demais. Conseguiu se aposentar. Fuma de 2 a 3 maços por dia. Qualquer cigarro, qualquer marca. Se livrou do contato com os venenos e produtos químicos da plantação, porém, sofre de crises de tosse horríveis, tem bronquite, inflamações constantes na garganta, insônia, falta de ar…

Com 62, sua enteada querida e amada (eu Razz ) junto com seu namorado, apareceu com um cigarro preto esquisito que não fedia e lhe deu pra provar. Gostou, era bom, diferente… ficou com o tal cigarro por 1 dia, pra provar. Aprovou. Fumou uns fedidos e o resto do dia vaporou, intercalando, feliz da vida. Um dia depois já queria saber como funcionava, o que tinha dentro, como carregava… mil perguntas. Decidiu que queria um. Como a ameaça da bateria acabar incomodava um pouco já queria logo um kit. E liquidos, bastante, pra não acabar.

Os filhos dele, na sua mais absoluta ignorância, ainda xingaram dizendo que ele tava botando dinheiro fora. Deram a entender que eu tava enganando ele, que não sabia que porcaria tava botando pra dentro, essas coisas… bom, isso explica o título. Nem vou comentar muito essa parte.

Sei que não é uma coisa fácil, afinal, são pelo menos 45 anos de vício. Mas enfim, chegou seu kit e 3 dias depois aqui estou, contando emocionada pra vocês que hoje, ele não fumou fedidos. Neste momento enquanto escrevo ele assiste tv ao lado da minha mãe, com um ego-T na mão e o chimarrão na outra.

Eu? 10 dias e contando… mas isso fica pro próximo testemunho. Fico aqui na torcida daqueles que amo que estão no vapor comigo (meu noivo e meu padrasto) e espalhando o quanto puder esse dispositivo magnífico que vai mudar a vida de tanta gente…

Abraços a todos que tiveram a paciência de ler até aqui!